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domingo, junho 09, 2013

7 DISCOS P'RA OUVIR EM LOOPING!


Já comprei discos por causa de uma única música. Já comprei discos apenas pra conhecer o som de uma banda. De modo que, em geral, são discos nos quais existem pra mim apenas algumas faixas, sendo as outras desconhecidas, músicas que nunca ouvi ou que não quis repetir a experiência de apreciá-las. Existem discos que você só ouve parte dele, às vezes nem a metade.

No entanto, não vim aqui falar desse tipo de disco, mas daqueles raros álbuns inspirados que parecem tocar sem que você perceba a passagem das músicas, álbuns que você às vezes se percebe ouvindo a primeira música pela segunda vez. Discos que você ouve em looping.

Claro, todo mundo tem seus discos preferidos. Música é uma experiência pessoal e, dificilmente, as sensações que eu obtive ouvindo estes discos a seguir é ou será a mesma que você sentirá. Sabendo disso, vou listar abaixo sete álbuns que ouço sem me preocupar com o botão "seguinte", sem pular faixas, com o iPod travado e o volume no máximo!

p. s.: Clique nas capas ou em "OUVIR!" para curtir os álbuns!


Audioslave (Audioslave)

O disco homônimo do Audioslave, primeiro álbum da banda, traz uma mistura de hard, com uma sonoridade blues e uma pegada grunge. A banda, formada por integrantes do Soundgarden e do Rage Against The Machine, foi um dos últimos suspiros do rock anos 90, o que seria denominado como pós-grunge, demonstrando que este ainda era o referencial para o rock do começo dos anos 2000; tendência que terminaria suplantada pelo new metal e depois pelas bandas emo. Emplacou hits como Cochise, Show Me How To Live e Like A Stone. Mas o que mais me agrada nessa obra é a levada blues rock dessa última, I Am The Highway e Getaway Car. Um belo álbum para decorar sua estante e para ouvir na estrada.

quarta-feira, novembro 09, 2011

COM OS (THE) BEATLES!

Segundo álbum dos (The) Beatles, With The Beatles não é nenhum conjunto espetacular de composições nem um marco revolucionário da música. Não criou moda nem tão pouco foi inovador para a carreira da banda recém alçada ao sucesso. Mas é um bom disco para se ouvir e relaxar ao som de uma era do rock mais inocente e ingênua. Ou não.

Lançado no mesmo dia da morte do presidente norte-americano John F. Kennedy, 22 de novembro de 1963, With The Beatles figurou as paradas de sucesso com a canção All My Loving, composição de Paul McCartney (apesar dos créditos conjuntos a Lennon/McCartney, como havia sido acordado entre os dois) em forma de carta romântica.

O que esse disco tem de especial? Ele é o segundo álbum de uma banda que havia acabado de nascer lançado em menos de um ano (o primeiro foi lançado em março do mesmo ano)! Hoje em dia, mesmo com a velocidade da internet, da alta tecnologia, dos gigabytes e do mp3, raramente uma banda lança um álbum por ano, no mínimo, a cada dois! Os Beatles, nos primeiros três anos de carreira em grande circuito (de 1963 a 1965), lançaram seis álbuns (fora os singles), dois a cada ano. Sim, eu não troquei a ordem dos números: 6 discos em 3 anos!

terça-feira, setembro 06, 2011

SOUNDTRACKS!

Um filme é bem mais que simplesmente um roteiro bem bolado e atores competentes. Claro, isso representa pelo menos 60% do sucesso, mas além destas duas engrenagens é preciso levar em consideração figurino, maquiagem, fotografia, efeitos especiais, narrativa, direção e todas aquelas categorias que você vê na premiação do Oscar. E uma destas categorias sem a qual um filme pode estar fadado ao enfadonho se mal executada é a trilha sonora.

Basicamente há dois tipos de trilha sonora: score, ou música de fundo ou música climática ou simplesmente tema musical, aquela melodia instrumental que serve para criar emoção sonora e expectativa nas cenas. São os famosos tanrantantans das cenas de suspense, 90% responsáveis por colocar você na ponta dos dedos enquanto a mocinha está prestes a dar de face com algum vilão. Muitos destes temas musicais ficaram famosos como os do filme do Superman, Star Wars, Indiana Jones, De Volta Para O Futuro, Arquivo X, 2001: Uma Odisséia No Espaço, entre outros.

domingo, março 13, 2011

UM DRAGÃO, UMA PRINCESA... E UM ROQUEIRO!

Eu sempre tive dificuldades em catalogar e classificar bandas de rock em suas mais diversas vertentes. São tantos os estilos (e tão parecidos entre si) que, no limiar da minha paciência, eu simplesmente desistia e chamava tudo de rock. Tempos depois, descobri um texo pela internet que fazia o improvável: explicar de maneira fácil e divertida as mínimas diferenças entre cada estilo.

Através do plot clichê de uma história de fantasia - a princesa que foi sequestrada por um dragão - o texto demonstrava quais ações o protagonista tomaria caso pertencesse a cada uma das vertentes do rock. A autoria do texto tornou-se indeclarável, já que, tal como os contos antigos narrados oralmente, recebeu acréscimos de cada um que já o publicou na rede. Assim, fiz minha contribuição também acrescentando o tópico do Happy Rock, espero que tenha ficado tão engraçado quanto os outros. Sem mais, entenda de uma vez por todas as diferenças entre cada estilo de rock!

quinta-feira, outubro 07, 2010

O NOVO DEZ

Eu era criança na época, por isso não me recordo de, em 1991, ter ouvido falar de uma banda de rock chamada Pearl Jam, que havia acabado de lançar seu primeiro grande sucesso denominado Ten. Tão pouco sabia que tudo se tratava da grande explosão do que viria a ser a tendência musical e comportamental que atingiu a juventude no começo dos anos 90, culminando na morte do ícone dessa tendência, Kurt Cobain, e que, mesmo depois de ter perdido força e espaço para outras tendências, ainda possui seus ecos hoje.

De qualquer modo, posso dizer que sou de uma geração que chegou a ouvir os ecos de forma ainda forte, uma geração que não chegou a ver Cobain como uma lenda do passado do rock, mas que ainda sentia sua presença. E foi com ele que eu, e mais um monte de pessoas, conheci o tal do grunge. Ouvi muito Nirvana, os berros de Kurt e suas letras introspectivas e angustiadas como só o teen spirit conseguiria produzir.


quinta-feira, janeiro 21, 2010

SINGLES

Anos 90. A década das tendências. O terror de fim-de-século. A ressurgência do mito dos vampiros. O punk-gótico. A música eletrônica. As profecias do Armageddon. A seleção de Camarões. Tênis All Star, jeans surrado e camisa preta. O grunge. Assim foi a década mais marcante (e a que melhor traduz minha personalidade) da minha corrente juventude. Apesar de viver meus 22 anos agora, nos chamados anos 00, foi 1990 que formou minha identidade.

sábado, janeiro 16, 2010

TODO MUNDO 'TÁ REVENDO O QUE NUNCA FOI VISTO


Tem sido notória a grave crise de criatividade de nossa geração. O século XXI parece ser, cada vez mais, o século dos séculos passados. Remakes e revisitações marcam a produção cultural atual. Nada parece nunca ter sido visto.

Não que isso não ocorreu em outros tempos. Meu lado historiador urra em lembrar que nada é realmente novo e que tudo tem um pé no passado. Tendências novas são reinterpretações de coisas que já existiram. Como diria o Velho Guerreiro: "Nada se cria. Tudo se copia."

       
góticos dos anos 80...                 ...emos dos anos 00


sexta-feira, janeiro 08, 2010

CAFÉS SOMBRIOS...

Primeiro post do ano é sobre um assunto seríssimo... Ou nem tanto assim...
The Last Time I Saw Richard é uma canção da década de 1970 escrita por Joni Mitchel. Muita gente, entretanto, conhece-a na voz de Renato Russo, que a interpretou no show acústico da Legião Urbana produzido pela MTV brasileira.
A letra fala de um encontro entre a pessoa que conta a história (o que um estudante de Letras chamaria de eu-lírico) e um certo Richard. Richard é um romântico desencantado, com uma visão pessimista do amor. Ele diz: "todos os românticos encontram o mesmo fim algum dia: alguém cínico e amargurado e chato em algum café sombrio" e "você gosta de rosas e beijos e lindos homens para lhe contar todas aquelas lindas mentiras, lindas mentiras...

quinta-feira, dezembro 31, 2009

2010 EM PAZ...

Última postagem do ano...



2009 foi um bom ano no geral... Apesar do fim ter sido um "fim", o balanço foi desequilibrado para o lado da alegria. Conquistas, mudanças, sorrisos, algum trabalho... é disso que vou me lembrar quando passar a olhar o número 2009. Não quero me estender muito, tudo que desejo é um grande ano, mas ter um grande ano depende unicamente da gente. Por isso, não se esqueça, o único responsável por suas tristezas e alegrias, fracassos e conquistas, lágrimas e sorrisos é você mesmo! Vamos encarar as zero horas de 2010 como o primeiro dia do resto de nossas vidas: que ele seja surpreendente! E não se esqueça de que aquilo que aparenta ser o Fim, na verdade é só o Início...
Alegria, paz, conquistas, saúde e o mais importante: amor. Sem ele nada somos. Enfim, "que venha em paz o ano que vem que venha em paz o que o futuro trouxer..."

domingo, dezembro 06, 2009

O ENGENHEIROS DO HAWAII QUE NÃO É ENGENHEIROS DO HAWAII!

Sempre quis escrever alguma coisa sobre o Engenheros do Hawaii desde que criei o Sala 37. Condratitoriamente, sempre resisti em escrever alguma sobre Engenheiros! Considero as músicas de Humberto como ímpares. As letras são de profundidade minimamente calculada, por isso achava que o texto precisava ser idem. Enfim, resolvi escrever alguma coisa sobre Engenheiros do Hawaii. O hilário é que, tecnicamente, não é sobre Engenheiros!
Em 1996, o Engenheiros do Hawaii estava em crise. Licks havia saído da banda e os dois engenheiros hawaiianos estavam em balanço para o próximo disco. Nesse meio tempo, o Humberto Gessinger se juntou a uma gurizada e montou o que viria a ser conhecido como Humberto Gessinger Trio: Humberto Gessinger (baixo e voz), Luciano Granja (guitarra e violão) e Adal Fonseca (bateria e percussão).

quarta-feira, dezembro 02, 2009

AQUELA COISA QUE VOCÊ FAZ!

Existem músicas que grudam na cabeça e ficam a tocar o dia todo em nossos ouvidos. Você sente uma vontade irresistível de colocar a canção no rádio a toda hora, sem parar. Você cantarola sem nem perceber que o faz. Bem, isso é normal de acontecer e tenho plena certeza de que todo mundo já passou por tal situação pelo menos algumas vezes. Raro é isso acontecer com um filme.

"That Thing You Do!" é título de uma canção feita especialmente para o filme homônimo, cujo título nacional é "The Wonders: O Sonho Não Acabou". Em plenos anos 60, durante a invasão da música britânica nos EUA, um jovem rapaz, vendedor de uma loja de eletrodomésticos de seu pai e baterista inspirado em jazz nas horas vagas, é convidado a substituir o baterista de uma banda de garagem durante o que deveria ser uma única apresentação. A canção a ser tocada seria uma bela balada se o improviso de Guy Patterson não fizesse levar uma batida mais ritmada, no melhor estilo jazz, transformando a, então, desconhecida banda no mais novo expoente do rock 'n roll. Pelo menos, por um verão. Como diria depois o personagem de Tom Hanks no filme: "É uma história muito comum."

sábado, maio 30, 2009

TUDO O QUE VOCÊ PRECISA OUVIR DE RADIOHEAD... ou não!

De algumas bandas, por motivos distintos em cada caso, você só precisa ouvir um álbum. Radiohead pode ser uma delas... depende de que tipo de ouvinte você é.
Se você até gosta de experimentalismos, sonoridades diferentes e músicas alternativas, mas não abandona a preferência por canções dentro de um formato mais ou menos comercial, então continue lendo. Se você curte muito experimentalismo total, não liga nem um pouco se a música quebra totalmente o formato comercial das canções, durando 15, 20 minutos só com sussurros e um fundo instrumental... então, continue lendo mesmo assim, mas com extrema discrição!

The Bends foi o segundo álbum da banda inglesa Radiohead e o aquele que a consolidou como uma banda referencial. No entanto, sua maior produção ainda estaria por vir com o título de OK Computer, mas este fica como assunto para outro dia.

domingo, abril 12, 2009

CABEÇAS DE LIMÃO!

Quem nasceu nos anos 80 pôde viver sua juventude (ou parte dela) durante a década de 90. Lembram como foi os anos 90, não é? A década das tendências, do Grunge, do fim-de-século, das previsões de Nostradamus, dos filmes sobre o fim-do-mundo, do punk gótico, dos garotos vestidos de preto, da seleção de Camarões, do britpop, das músicas tecno... Nada disso virou realmente estilos, mas simples tendências, coisas que ou desapareceram ou transmutaram.

Os anos 90 foram aquele tempo da geração sem sonhos, sem ideologia, ninguém gritava por revolução, ninguém tava nem aí com revolução. Foi a década do Nirvana, dos garotos vestidos com camisa de flanela, tênis All Star, calça jeans e cabelos na altura do queixo. Ao contrário das décadas de 70 e, mesmo, a década de 80, ninguém estava a fim de mudar o mundo. Todo mundo se preocupava mais com sua própria vida pessoal e em como sobreviver no mundo sem futuro que se colocava à frente de todos.